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Shihou, Matsuri
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Toudou, Shimako
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Izumi, Konata
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Shirai, Kuroko
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Fukuzawa, Yumi
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Takei, Hisa
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Miyamura, Miyako
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Enma, Ai
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Nagamine, Mikako
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Hitotsubashi, Yurie
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Total Clubs: 13 Kanon, Mizuki Nana, Clannad, 5 Centimeters per Second, Nakahara Mai Fanclub, Miyako Miyamura Fanclub, Aria - FanClub, Lucky★Channel, Konata fan-club, The Makoto Shinkai Club, Noto Mamiko Fanclub, The Kugimiya Rie Club, ef - a tale of memories
Total Friends: 16 MasT3R, Fantasma, Amu_15, leo-kusanagi, CNeto, Judgement_, nguyenkid, PaninaManina, raydricspring, Chaplin, StrikeMMx, Okura, thyyg, JuniorKyon, dpgoes, shaaaRk
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2 of 9 people found this review helpful
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6 |
| Story |
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| Animation |
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| Sound |
5 |
| Character |
7 |
| Enjoyment |
7 |
School Days começa narrando o cotidiano calmo e tranquilo de Itou Makoto, um simples estudante colegial. Um dia ele se apaixona por uma garota chamada Kotonoha Katsura, da mesma escola sua. Inicialmente ele não sabe como se aproximar, mas a sua amiga Saionji Sekai logo trata de ajudá-lo.
Contudo, Sekai não faz isso por nada, na verdade a jovem também nutre amor por Makoto, e o ajuda apenas por consideração. Assim se forma o triângulo amoroso de School Days, e desse jeito se inicia uma das mais polêmicas histórias de 2007 (isso entre os animes).
Polêmica é uma palavra intimamente ligada com o anime. Ela está presente desde o começo da trama, porém em graus cada vez mais ascendentes. De fato, o maior triunfo de School Days certamente é a sua própria temática, que embora comece como um romance colegial genérico toma rumos totalmente inesperados e de certa forma originais.
Isso não impede de dizer que o começo segue num ritmo lento e arrastado, com os cinco primeiros episódios sem nada de realmente especial. Temos fanservice, um triângulo amoroso, o amigo safado do protagonista, o clássico e inútil episódio da praia (que nesse caso é o da piscina), entre outros detalhes. Num anime de doze episódios isso acaba se tornando um ponto negativo, mas não tira os méritos da série no resto do seu desenvolvimento.
Da metade para final School Days certamente surpreenderá, embora seja verdade que mesmo nesse caso, nem tudo seja perfeito. Basicamente todos os personagens são necessários a trama, mesmo os mais secundários. Contudo, certas ações tomadas por eles são um tanto quanto "forçadas", totalmente sem sentido, servindo apenas para apimentar a história, que de certa forma, já se apresentaria como tal sem necessidade disso.
Mesmo assim, School Days é um anime a ser assistido, pode não ser o exemplo de série marcante como as grandes obras, porém por trás dele, há conceitos e idéias originais, realistas e, sobretudo polêmicas, embora nem tudo tenha sido desenvolvido da melhor maneira. O título segue aquele esquema de "ou ame ou odeie", pois enquanto alguns vão amar a imoralidade da série, outros odiarão, pois certamente esperavam algo mais "colorido" e romântico. read more
1 of 7 people found this review helpful
| Overall |
4 |
| Story |
5 |
| Animation |
6 |
| Sound |
5 |
| Character |
8 |
| Enjoyment |
5 |
O conceito por trás da série não chega a ser ruim. A temática sem compromisso envolvendo um grupo de garotas que defendem a Terra contra invasores tem seu charme. Strike Witches segue o exemplo de Sky Girls e se encaixa no recém-inaugurado gênero “mecha shoujo”. Aqui, ao invés de uma garota com um báculo mágico, temos meninas que ainda lutam contra o mal, mas aproveitando ao máximo a tecnologia dos seus mundos. As personagens de Strike Witches combatem as forças opressoras com a já citada unidade “Strike”, cada uma portando um tipo de arma e também utilizando os seus poderes mágicos para voar e se defender. A idéia e vontade de voar pelos céus existe nesse título, novamente, a exemplo de Sky Girls. A diferença é que desde o começo as protagonistas têm plena consciência da sua missão de defender a Terra.
No entanto, a série peca em diversos pontos em relação ao seu “antecessor”, sobretudo no que diz respeito ao desenvolvimento de personagens. As características do elenco podem até agradar, com personagens carismáticos, vide Lucchini, Barkhorn e Sanya, mas sem desenvolvimento algum durante todo o anime. Existe um enfoque maior em Miyafuji, diferente de Sky Girls, onde o desenvolvimento de cada membro do elenco era igualmente dividido, embora ficasse claro que Sakurano Otoha era a protagonista. Infelizmente esse ponto era extremamente importante, sobretudo num título recheado de clichês e com um enredo fraco. O combate contra os Neurois é extremamente sem graça, com poucas cenas de ação, aliada a uma animação de péssima qualidade. Não é surpresa que o Gonzo há tempos vem decepcionando quando falamos de animação, porém aqui o resultado está horrível. Talvez o detalhe mais bonito nos cenários pobres de Strike Witches seja o circulo mágico de defesa, usado por quase todas as personagens, mas que, diga-se de passagem, não tem a beleza do círculo mágico de um anime como Mahou Shoujo Lyrical Nanoha, por exemplo. As lutas se resumem a seqüências de tiros, defesa e cenas de vôo, onde raramente aparece algo de estratégico, inteligente, ou pelo menos chocante (apenas um ou outro detalhe interessante, veja em curiosidades). No mais, há pelo menos um fanservice por luta, sempre com alguma calcinha a mostra. E considerando que não serão poucas também fora das lutas, a quantidade delas realmente irrita num determinado momento. Chega ao cumulo de nenhuma personagem feminina usar calças para esconder as suas roupas de baixo.
E outro detalhe a ser destacado negativamente está nos cenários de fundo. A maior parte das lutas acontece no oceano, até aí nenhum problema. O desagradável é quando os combates passam a acontecer em terra, percebe-se claramente o pouco cuidado dispensado pelo Gonzo nesse quesito. Num dos episódios onde Miyafuji cruza uma região montanhosa, toda a paisagem foi feita usando computação gráfica. Hoje em dia é bastante comum se utilizar desse recurso, mas comparar a técnica de animação do Gonzo, com aquela apresentada em Macross Frontier, por exemplo, é covardia, tamanha a diferença de qualidade. Os ambientes são totalmente sem vida e descaracterizado em relação aos personagens. O Gonzo certamente deve ter contratado estagiários para fazer os cenários, afinal o estúdio anda vivendo uma crise financeira. Por outro lado, isso não inocenta a equipe de produção quando lembramos o milagre que a Gainax fez com Evangelion. Somente na parte técnica, Strike Witches já se mostra um péssimo anime, na verdade, o único ponto a ser salvo é o tema de abertura “STRIKE WITHCES ~Watashi ni Dekiru Koto~”, muito bem escolhido e encaixado com a proposta do título.
O enredo dispensa comentários, sendo apenas o “basicão”, sem nada de inovador. E como dito anteriormente, seria menos pior se houvesse algum desenvolvimento dos personagens. Falando francamente, o estúdio até tentou incluir isso, mas devido ao número grande do elenco, somada a míseros 12 episódios, acabou sendo algo bastante banal. Mesmo Yoshika Miyafuji, a protagonista, e que claramente teve um enfoque maior, não se desenvolve de maneira alguma. Continua até o final da série sendo uma garotinha metida a super heroína, sempre inocente e pronta para ajudar todo mundo. Difere bastante das mudanças ocorridas no trio de protagonistas de Sky Girls. Porém, nesse ponto não culpo totalmente o Gonzo pelo péssimo trabalho, embora acredite que durante as conversas de pré-produção, poderiam ter definido melhor o cronograma da série. Mesmo quando tentamos enxergar Strike Witches como um título descompromissado e que serve apenas para distrair, difícil não pensar em Sky Girls, ou em títulos de outros gêneros, mas com a mesma temática descompromissada.
Com isso, o título peca no enredo, ação, desenvolvimento de personagens e parte técnica. Existe algum ponto a ser salvo? De relevante, provavelmente só as características do elenco e o conceito, Fora isso, ignore o resto. read more
3 of 8 people found this review helpful
| Overall |
8 |
| Story |
8 |
| Animation |
9 |
| Sound |
7 |
| Character |
8 |
| Enjoyment |
8 |
Por que assistir?
Essa temática do céu lembra bastante AIR TV, que de certa forma, também falava dele. Mas diferente de AIR, Sola o coloca como tema central. As Yakas (além de Matsuri existem outras) personifica bem essa temática. Muito irá se falar delas ao longo da série, e todos os dramas pessoais, as envolvem direta ou indiretamente. O resultado final desse enredo inicialmente simples, é bem satisfatório. Confesso que da primeira vez que assisti Sola, não me impressionei muito. Porém, na segunda vez, foi uma experiência das mais gratificantes, e posso entender perfeitamente por que a série fez tanto sucesso entre os japoneses.
Tudo bem que num país onde uma das principais seitas religiosas é o xintoísmo, que prega a harmonia com a natureza, isso pode não ser uma grande surpresa. O tema principal se encaixa bem na visão de mundo deles, até mais do que em animes como Ruroni Kenshin e Naruto, que embora tenham elementos da cultura japonesa, apresenta-os na forma mais tradicional possível, e as vezes um pouco longe da realidade. Sola os coloca de maneira implícita, e mostra o quanto o céu é muito mais do que um vazio espaço azul, com nuvens o preenchendo. Tudo isso, com um enredo bem planejado, longe de furos, embora nem tudo tenha sido explicado perfeitamente. Mas nada que tire o mérito dessa série, esse é um anime relaxante e gostoso de se assistir. Depois de vê-lo, não será anormal passar a enxergar o céu de outra maneira.
A sensação passada pelo anime pode ser percebida logo no tema de abertura. A música Colorless Wind tem uma forte ligação com a personagem Shihou Matsuri, enquanto que o vídeo ilustra bem a temática do anime. O enredo pode parecer banal a primeira vista, mas não se deixe enganar. Tente entendê-lo nas entrelinhas, e você verá que se trata de uma história bem costurada. Os personagens mais importantes, Yorito, Matsuri e Aono, tem um forte conexão entre si, e Aono e Matsuri em especial, já deixam transparecer isso no começo da série.
Os marinheiros de primeira viagem, ou aqueles que estão assistindo o anime sem prestar atenção podem não perceber, mas desde o começo Sola vai sutilmente revelando pouco a pouco o seu marcante enredo. Quanto aos personagens mais secundários, Mana, Koyori e o casal Takeshi e Mayuko, vale dizer que eles tem um papel importante na história. Mana protagoniza uma das cenas mais tristes do anime, Koyori tem grande importância na história de Aono e o casal Takeshi e Mayuko ligam-se a protagonista feminina Matsuri. Resumindo, Sola é um anime com um enredo simples, entretanto difícil de se entender por completo.
Por que não assistir?
Confesso não ter visto nenhum grande defeito em Sola. Isso não significa que seja perfeito, e alguns pequenos detalhes me fizeram tirar alguns pontos da série. O primeiro, e talvez uma das minhas principais reclamações relacionadas a animes, é a trilha sonora. Ela é melhor do que a de My Self, Yourself (avaliado a pouco tempo atrás), mas está longe de possuir o nível das músicas de AIR TV. Não existe a desculpa de que 13 episódios é pouco para se ter uma boa trilha, afinal o próprio AIR é um exemplo contrário a essa teoria, assim como a primeira temporada de Rozen Maiden, que embora fuja um pouco do gênero, é um ótimo exemplo de trilha sonora.
Outro ponto negativo é a falta de atenção em alguns pequenos detalhes na história. Por exemplo, como o Takeshi conseguiu aquela katana? E de que forma ele descobriu o segredo para ajudar Mayuko? Tudo bem que se trata de algo bem paralelo ao enredo principal, que por si só é muito bom, mas seria legal se tivesse uma explicação melhor. Algo que pode ser uma reclamação, pelo menos entre os mais desatentos, é o tempo que demora para a série empolgar. Para mim isso não é um problema, mas ninguém assisti animes sabendo o que esperar, então vale a pena destacar esse detalhe. Somente no episódio 8 a série entra de vez no clímax. Entre o 1 e o 5 tudo ainda é bem light, e pode ser bastante chato para alguns. Os capítulos 6 e 7 já empolgam mais, porém continua bem longe de causar um grande impacto.
A parte boa, é que nenhum episódio pode ser descrito como filler, e praticamente todos tem ligação com o enredo. Mesmo esse começo travado não é um problema impossível de ser superado. Dê uma chance ao melhor anime de 2007 no Japão, pode não empolgar instantaneamente, mas caso consiga entender bem, é uma série que será lembrada por um bom tempo. read more
1 of 9 people found this review helpful
| Overall |
7 |
| Story |
7 |
| Animation |
7 |
| Sound |
9 |
| Character |
8 |
| Enjoyment |
7 |
Inicialmente Sky Girls parece apenas mais uma animação com grande apelo otaku. Basta reparar no visual meio "loli" das protagonistas, nas roupas de combate (com orelhas/comunicadores e rabo/cabo de conexão com o Sonic Diver) e também no velho clichê de "garotas bonitinhas lutando contra as forças do mal". Seria apenas um Mahou Shoujo inserido no universo dos mechas (até por isso a definição Mecha Shoujo). Não há como negar isso, basta ver algumas imagens do anime e ler o enredo para constatar, mas então por que essa série recebeu uma merecida nota 7,5? O enredo de ficção talvez? Nesse caso até existem detalhes interessantes e reviravoltas na trama, porém nada que o coloque como um épico do gênero, ao lado de Gundam e Macross. A série deve desagradar justamente o público sedento por batalhas e toda aquela complicação típica dos seriados de ficção.
A animação das lutas são repetitivas e bem sem graça, sendo resumidas a alguns tiros, explosões e a incansável formação do trio/quarteto que sempre desintegra o inimigo. Em resumo, há vários fatores que podem afastar alguém de assistir Sky Girls. Entretanto, estamos falando do J.C.Staff, certo? Alguém se lembra de Kimikiss ~pure rouge~, Nodame Cantabile e Honey and Clover? Com certeza sim, mas o que eles têm a ver com Sky Girls, além de serem produzidos pelo mesmo estúdio? Simples, algo chamado de desenvolvimento e personalidade do elenco (em menor e maior grau dependendo do título), uma característica sempre bem trabalhada pelo J.C.Staff.
A temática de cada um deles pode até ser diferente, porém é nítida a presença desse elemento em Sky Girls. Personagens marcantes são um dos diferenciais do anime, dificilmente algum deles não chamará atenção, mesmo entre os secundários. E não estou falando somente das características padrões (timidez, coragem, força de vontade, entre outros). É aí que entra o desenvolvimento de personagens, que somado a personalidade compõe o grande charme de Sky Girls. As protagonistas nitidamente evoluem durante a série, seja nas suas habilidades com o Sonic Diver, como também nos seus relacionamentos e pensamentos. Nesse ponto o anime dá um banho até mesmo numa clássica série de robôs gigantes, onde normalmente um "João ninguém" entra num robô equipado com a melhor tecnologia da época e já sai pilotando melhor do que militares altamente treinados.
A única militar entre as protagonistas é Ichijo que notavelmente começa num nível bem maior do que as demais, sendo a líder do grupo por toda a série. Karen e Otoha começarão do zero, aprendendo desde coisas simples como voar no Sonic Diver até usá-los para combate. Ver as duas evoluindo, assim como, Ichijo aprendendo a liderar o grupo, bastante desorganizado no começo, e que sofrerá um pouquinho ainda, depois da entrada de Elise, é um dos pontos altos do anime. Personagens secundários como Takumi, os mecânicos e mecânicas dos Sonic Divers, Nanae, Togo, entre outros, influenciarão diretamente na personalidade final do elenco principal. De tão marcante, o desenvolvimento e relacionamento entre os personagens, muitas vezes acaba fazendo a gente desejar que as partes de ação e ficção acabem logo.
Pelo menos até metade do anime, temos poucas batalhas. Da metade para o final elas aumentam em número considerável. Sobre o final, ele é extremamente óbvio e tipicamente clichê, porém da maneira como os personagens são mostrados durante o anime, fica até difícil desejar outro final para eles. Caso fosse feito da forma oposta, todo o trabalho simplesmente teria sido jogado fora. Ver os personagens voltando as suas vidas normais no pós-guerra (desculpe o spoiler) é gratificante e tocante, mesmo sendo óbvio. Fica aquela sensação de "ainda bem que acabou tudo bem" ou "sorte que tal personagem voltou vivo".
A cena do episódio final (novamente fazendo spoiler) quando Otoha, Karen, Ichijo e todo o resto do pessoal voltam a se encontrar (na base militar onde tudo começou) e fazem uma demonstração para as novas calouras dos Sonic Divers fica marcada, por representar numa única cena, toda a evolução e conquista dos personagens primários e secundários do anime. Ou se preferirem, é o final perfeito para o competente trabalho do J.C.Staff no desenvolvimento dos personagens.
Antes de terminar, vale destacar a excelente trilha sonora do anime. As músicas encaixam bem no clima da série, todas colocadas nos momentos certo, sejam as mais paradas nas partes caóticas e tristes, como aquelas agitadas, antes e durante os combates. Prova do talento de Mitsumune Shinkichi, que também fez um excelente trabalho na trilha sonora de Rozen Maiden. read more
1 of 7 people found this review helpful
| Overall |
6 |
| Story |
6 |
| Animation |
7 |
| Sound |
9 |
| Character |
7 |
| Enjoyment |
6 |
Olhando para o histórico excelente e o enredo aparentemente original e interessante, fica claro que Nogizaka Haruka no Himitsu tinha tudo para ser um grande anime, correto? De fato, a série contava com os ingredientes certos para o sucesso, no entanto, o Studio Barcelona não conseguiu transformar isso num ótimo título. Nogizaka Haruka no Himitsu acabou seguindo bem o padrão das outras séries do Barcelona. Todos possuíam um bom material de referência, que acabaram sendo subaproveitados.
A começar pela parte técnica, esperava algo no mínimo próximo a Nanatsuiro Drops, que mesmo não contando com a beleza da tecnologia digital, possuía recursos e técnicas de animações primorosos, combinando perfeitamente com o clima noturno e de fantasia imposto pela série. Em Nogizaka Haruka no Himitsu, o traço dos personagens está em nível aceitável, mas faltou um pouco mais de capricho nas animações, o Barcelona fez apenas o básico do que se espera em nesse aspecto. A menos, o mesmo não pode ser dito da trilha sonora, quase totalmente composta no piano. As melodias são bem calmas, nada muito agitado (até pelo fato de serem compostas no piano), mas agradam, em especial nos momentos mais dramáticos e de flashbacks.
Passando para a parte menos técnica, o enredo também não chega a ser primoroso. Inicialmente pode até parecer, pois explorar o romance entre um otaku e uma pessoa normal, ambos cercados de pessoas invejosas e com todo o peso do preconceito, se apresenta como uma idéia genial. Aliás, só o fato de ser um romance com temática otaku, permite uma gama variada de situações, todas abordando um pouco desse universo. A série até apresenta parte dessa subcultura, como pode ser conferido no episódio do festival Comiket, nas vezes em que Haruka e Yuuto vão até Akihabara, além de algumas poucas referências ao universo dos animes e mangás.
Contudo, muito do material otaku presente em Nogizaka Haruka no Himitsu é apresentado de uma forma pouco envolvente, e na maioria das vezes não encanta nem ao menos o otaku mais fervoroso. Perto de como isso é apresentado em Lucky Star, essa série perde bastante nesse quesito. A presença do universo otaku certamente apenas tenta reforçar a personalidade de Haruka (além do ego do próprio espectador otaku), que sem isso, seria somente mais uma personagem moe. Ok! Nesse ponto, Haruka é de fato a candidata perfeita a campeã do Saimoe 2009, mas isso em nada muda a sua personalidade pouco desenvolvida e clichê ao extremo.
Em termos de elenco, salvo Yuuto, que apesar de ser uma pessoa normal, acaba tendo que conviver com um bando de loucos (desde a sua irmã, passando por Haruka, até chegar aos pais da menina). As reações dele diante disso, tem por vezes um ar mais dramático, e por outras mais cômico, tudo dependendo da situação. A parte boa é que Yuuto não faz o papel do típico estudante lerdo de colegial. Na verdade, quem faz o papel da personagem "lerdinha" é a própria Haruka, mas nesse caso, tudo foi feito para dar um ar mais moe, então, apesar de tudo, não chego a considerar isso um defeito grave.
Quanto ao resto do elenco, talvez o personagem de maior importância seja Mika, a irmã de Haruka, e sempre pronta a dar conselhos decentes e indecentes para Yuuto e a sua irmã. A garota tem um papel importante, na medida em que aos poucos revela o passado de Haruka ao rapaz. Em relação às empregadas da família Nogizaka (Nanami e Kazuki), Nobunaga, Yukari-Sensei e a irmã de Yuuto a maioria serve apenas para colocar um pouco mais de comédia ao título (ver mais em curiosidades). De resto, a decepção mesmo foi ver Amamiya Shiina com uma participação tão pequena durante o anime, visto que aparentemente ela deveria ser a "rival" de Haruka.
Outra parte a ser criticada no enredo é a previsibilidade dele. Grande parte das situações são óbvias, o passado de Haruka e Yuuto já fica claro logo no segundo episódio, embora ele seja esclarecido apenas no final do anime. O quadro piora se lembrarmos também que as situações nas quais os personagens se vêem inseridos, são em sua maioria, clichês. Mesmo para um romance leve, sem intenções de ser complicado, isso ainda apresentasse como um fator negativo, afinal imprevisibilidade e originalidade não são sinônimos de complicado. Na verdade, mesmo levando em consideração que é possível criar situações interessantes partindo de idéias clichês, isso ainda assim não salva o anime, visto que o recurso não é usado com esse propósito.
Porém, acredito que o fato do anime não se destacar em nenhum ponto, mas também não ser fraco naquilo que se compromete a apresentar, pode ser considerado um ponto positivo. O título em questão mistura drama, comédia, romance e um pouco de slice of life (embora esse detalhe apareça mais de "cenário"). Nenhum desses gêneros é muito desenvolvido. Por exemplo, o preconceito contra os otakus aparece apenas num episódio, o romance de Haruka e Yuuto se desenvolve sem maiores complicações, mesmo após a aparição de Amamiya Shiina, cenas de comédia envolvendo situações comuns, ou do universo otaku frequentemente dão as caras, mas sem ter nada de realmente marcante. No fim, um pouco dessa variedade, somado a alguns personagens carismáticos (Mika, o próprio Yuuto, e o lado otaku de Haruka) acabam fazendo Nogizaka Haruka no Himitsu um anime no mínimo razoável e simpático. read more
1 of 5 people found this review helpful
| Overall |
6 |
| Story |
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| Sound |
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| Character |
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| Enjoyment |
6 |
Por que assistir?
A história desse anime é bem básica e dentro do esperado, considerando o gênero Mahou Shoujo. Não é difícil perceber que o enredo é repleto de furos, mas é preciso ser coerente para não desmerecê-lo totalmente. Notem que as explicações, sobre as escolas de magia (veja mais em curiosidades), o mundo paralelo, a aparição de Nona Yuuki, entre outros fatos, são somente um pano de fundo para o lado romance do título. É esse o ponto que interessa, mas mesmo assim a parte Mahou Shoujo não faz feio, na verdade, consegue até ser melhor do que o romance, mas isso irei tratar mais tarde.
A animação das personagens e principalmente de suas magias são de excelente nível. Assim como Sola mostrava o céu como algo realmente belo, Nanatsuiro Drops tenta fazer isso com relação a noite e as estrelas. Não por acaso, as cenas de ação acontecem sempre de noite, e os efeitos usados pelos produtores são de encher os olhos. A animação das magias estão níveis acima de outros Mahou Shoujo, há uma variedade grande de feitiços, e todos eles com uma animação própria. Some-se a isso os efeitos da água, bastante presente durante todo o anime, que dão um charme a mais para as cenas de ação. Apesar de alguns reclamarem das cores fortes, é bastante relaxante assistir as lutas, ainda mais se considerarmos, que além dos bons traços, existe ainda uma trilha sonora bem variada, e que se encaixa bem no clima. São melodias calmas, lentas e profundas como a noite e o céu estrelado. Fora das lutas, a animação é de altíssima qualidade, rivalizando tranquilamente com qualquer anime da nova temporada, ou até os superando.
Destaque para as divertidas cenas em que os personagens ficam em SD (cabeça grande), frequentes nos primeiros episódios. Quanto ao tema de abertura e encerramento, o ponto positivo vai para a música Shinning Star Bless, interpretada pela Kotoko, cantora bem famosa, entre os fãs de animes. A música é empolgante, e o vídeo de abertura demonstra bem a competência técnica do Studio Barcelona.
Por que não assistir?
Todos os bons motivos para se assistir o anime dizem respeito a sua excelente parte técnica, que realmente passa uma ótima sensação de tranquilidade. Porém o anime apresenta algumas falhas que podem facilmente irritar. A começar pelos tradicionais clichês. Entendo que todo anime possua algum, e nos Mahou Shoujo isso seja ainda mais comum, entretanto, essa série os honra perfeitamente. A começar pela protagonista tímida, com voz melosa e utopicamente gentil. Claro que uma heroína precisa ter essas qualidades, mas ela não apresenta nada de diferente além disso.
A Sailor Moon, por exemplo, poderia ser a salvadora da Terra, mas a menos, ficava um pouco mais longe do que podemos chamar de personagem estereotipada. A parte romance, que deveria ser o ponto forte do anime, não coloca nada de surpreendente. È melhor do que aquela história de a protagonista se sacrificar para salvar o mundo, ao lado do seu amado, porém, mesmo com o final não tão fácil assim de se prever, o enredo peca por novidades.
Antes que me perguntem o motivo de eu não ter reclamado do fato de a parte Mahou Shoujo, se sacrificar em nome do romance, eu apenas digo que o objetivo dos produtores foi perfeitamente alcançado. O lado mágico da história, consegue ligar perfeitamente os eventos românticos entre si. Esse ponto foi bem feito, mas faltou criatividade para fazer de Nanatsuiro mais que um mero romance. Além disso, como a parte de Mahou Shoujo parece ter sido subaproveitada, embora tivesse grande read more
1 of 5 people found this review helpful
| Overall |
7 |
| Story |
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| Animation |
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| Sound |
5 |
| Character |
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| Enjoyment |
8 |
Por que assistir?
Para quem quiser saber a resposta da pergunta anterior, assista o anime. My Self, Yourself pode aparentar ser um anime de romance, principalmente pela aparição de Asami Hoshino, uma garota que logo faz amizade com Sana, provocando inveja em Nanaka, e de Hinako Mochida, uma menina do fundamental apaixonada por Syusuke Wakatsuki. Porém essa série é mais um drama do que um romance.
No começo tudo parece feliz e normal, tem cara de mais um grupo de alunos do colegial, que vivem tranquilamente as suas vidas. Mesmo as provas não parecem ser nada muito amedrontador, a mesma felicidade do passado transparece nos primeiros episódios. Entretanto, essa é uma série para quem gosta de surpresas e reviravoltas, e também de um final que não é 100% feliz. Em todos esses aspectos My Self, Yourself é um ótimo anime, o drama de cada personagem é mostrado pouco a pouco, mas a cada episódio é comum se surpreender com acontecimentos que nem sequer chegam a passar pelas nossas cabeças.
O enredo é de excelente qualidade, embora apresente um grave defeito, que irá ser comentado mais tarde. Quanto a alguns aspectos técnicos, a série possui traços de boa qualidade, nada surpreendente, mas bem aceitável. O que se destaca mesmo são as músicas de abertura e encerramento, em especial a primeira. O tema de abertura Tears Infection, é com certeza uma das melhores da última temporada de animes, assim como o seu vídeo. Pode parecer sem sentido comentar disso, mas um bom vídeo de abertura ajuda a causar uma boa impressão. E nisso My Self, Yourself faz bem a sua parte.
È uma pena que o show estrelado pelos personagens principais não apareça no anime, mas se a intenção dos produtores fosse passar a impressão de que as aparências enganam, conseguiram. Digo isso, pois a abertura e o começo do anime mostram uma cidade e a sua população como um lugar que pouco muda, apenas em aparência. O protagonista Sana tem essa mesma impressão, que logo será desfeita. My Self, Yourself é um anime que mostra o quanto tudo muda com o tempo: a cidade, as pessoas e a maneira de pensar e agir.
Por que não assistir?
Sempre existe um defeito em tudo, e com My Self, Yourself não é diferente. É uma pena que um anime que parta de um começo bom, um meio interessante, e um clímax excelente, consiga se perder no final. Sem querer fazer spoilers demais, a verdade é que o final de My Self, Yourself apresenta inúmeros buracos no enredo, certos acontecimentos não receberam a devida atenção. O número de episódios pode ter sido um problema, porém isso em nada muda o fato de que os produtores não souberam dosar o tempo para o começo, meio e fim. Somado a isso, temos ainda a história de personagens como Aoi-chan e Hinako, que pouca participação tiveram.
Considerando que na Light Novel elas tem uma edição somente delas, fica a impressão de que essas personagens estão no anime apenas para fazer volume. Isso aumenta ainda mais, se considerarmos que o arco da Hinako em nada acrescenta ou enriquece o enredo principal, os episódios em que ela aparece, aparentam ser o mais puro filler. Até a professora do Sana tem uma participação maior, e uma história mais interessante também, diga-se de passagem. Outro ponto a se destacar, é a falta de uma trilha sonora que envolva melhor o telespectador, apesar de a trama já ser boa o suficiente para fazer esse serviço.
Porém não é pedir demais, pois isso ajuda a deixar certas cenas ainda melhores, caso esse recurso seja bem usado. My Self, Yourself pode ser comparado a um atleta de maratona que mostra tudo que pode no começo e no meio da disputa, entretanto perde o fôlego no final, cedendo a sua posição para competidores mais equilibrados. Ou seja, esse é um bom drama disfarçado de romance, apenas não espere ver o melhor do gênero, vale a pena assistir uma vez e depois passar para algo mais elaborado e completo. read more
1 of 6 people found this review helpful
| Overall |
8 |
| Story |
8 |
| Animation |
7 |
| Sound |
6 |
| Character |
9 |
| Enjoyment |
8 |
Havia ouvido falar muito desse anime produzido pelo Estudio Fantasia, mas nunca tinha assistido. Ouvi muitos comentários de que ele tinha uma ótima história, personagens bem desenvolvidos e um temática adulta muito bem trabalhada. Como a opinião de cada um é algo bem relativo resolvi assistir essa série, e formar uma opnião própria. A verdade é que gostei bastante dela, mas nem tanto quanto a maioria. Pelo título do anime, Kimi Ga Nozomu Eien(algo como "A Eternidade Que Você Desejou"), não fica dificil imaginar que se trata de um drama, sobretudo levando em considerão que o anime é inspirado num jogo hentai lançado em 2001 pela âge.
De cara a história parece confirmar isso, e somos apresentados ao protagonista Narumi Takayuki, um típico estudante colegial. Para alegrar os dias do protagonista, ele tem a compania de Shinji Taira, seu melhor amigo, e das garotas Hayase Mitsuki e Suzumiya Haruka. A primeira é agitada e extrovertida, considerada uma das melhores alunas do clube de natação. Enquanto que a segunda é uma pessoa tímida e insegura, com uma grande admiração por livros de ilustração.
O primeiro episódio passa muito a impressão de mais um utópico e feliz romance colegial, onde as belas e melosas garotas conquistam o coração de seus amados. Mas não se deixe enganar logo de cara, em animes a primeira impressão nunca é a que fica, e logo no segundo episódio já da para perceber que a história começa a tomar um rumo mais sombrio do que esperado. Fazendo um breve resumo da trama, Suzumiya Haruka está secretamente apaixonada por Takayuki, mas não sabe como se aproximar dele. Para ajudar a sua melhor amiga, a extrovertida Mitsuki, também apaixonada pelo garoto, começa a conversar com ele, e o apresenta a Haruka. Num certo dia Haruka resolve declarar seu amor para Takayuki, e o rapaz para não ferir os sentimentos dela acaba por aceitar o namoro.
No começo somente Haruka se sente feliz, mas com o tempo Takayuki, que antes não sentia nada pela garota, começa a gostar dela também. E logo no segundo episódio, a troca de carícias entre os dois chega ao ponto máximo. Sim já no segundo episódio! A partir desse ponto, a história vai para uma direção totalmente diferente, e a alegria dos dias de colegial vai embora após um triste acontecimento envolvendo Haruka.
O anime pode ser divido em 3 partes, cada uma delas representando um período. A primeira delas abrange a vida colegial. A segunda mostra os acontecimentos um ano depois do incidente. Por fim a última parte relata o que aconteceu passados 3 anos. Nesse ponto em especial o anime se sobresai, pois ao invés de ficar limitado a adolescência das protagonistas, ele nos conta a vida adulta de cada um deles. O período de colegial é algo apenas passageiro, e dura míseros dois episódios. O que interessa é a vida adulta e todos os pontos positivos e negativos desse período particular de nossas vidas. As relações amorosas e o futuro profissional passam a ser o foco.
O enredo como dito anteriormente é bastante realista e adulto, e por isso, apresenta algumas cenas de sexo, e fortes emoções pessoais. Entretanto Kimi Ga Nozomu Eien passa longe de ser hentai e nem mostra calcinhas e peitos para todos os lados, como fazem muitas séries ecchi por aí. O sexo é bem leve, e se resume a mostrar os casais se beijando e pelados debaixo das cobertas. Quanto as fortes emoções pessoais, elas envolvem mais o triângulo amoroso, principalmente Mitsuki e Takayuki. Os personagens secundários ou apenas acrescentam mais drama, como os pais e a irmã de Haruka, ou servem para quebrar a seriedade, como a dupla Daikuji e Tamano.
O enredo em si é de excelente qualidade, e o desfecho dele não é muito óbvio. Durante o seu desenvolvimento percebemos a dureza de sair de uma fase geralmente tranquila, que é o colegial, e ingressar definitivamente na sociedade. Vemos mudanças drásticas no comportamento das personagen, e a impressão que se tem, é que o triângulo amoroso parou no tempo. O choque causado pelo incidente de Haruka é tão forte que não somente ela sofre por isso, mas todos os outros envolvidos. A psicologia de cada um foi muito bem trabalhada, e é só ver o que acontece com Mitsuki em sua vida para saber o por quê. Em resumo cada episódio tem potencial para arrancar lágrimas dos mais sensíveis, e mesmo não tendo traços chamativos e nem uma trilha sonora que combine com o clima do anime, o enredo e os dramas pessoais compensam esse defeitos.
A trama pode não ser perfeita, pois em certas situações ela se torna melosa demais para um anime com uma temática realista. Ocorrem fatos, que parecem ser tirados de novelas mexicanas, servem apenas para fazer uma apelação. Mesmo assim não deixe de assistir, pois esse anime é bem mais original do que muitos outros animes de romance ou novelas espalhados por aí. read more
2 of 5 people found this review helpful
| Overall |
9 |
| Story |
9 |
| Animation |
9 |
| Sound |
9 |
| Character |
9 |
| Enjoyment |
8 |
Do início ao fim Kamichu! em nenhum momento se concentra em mostrar grandes reviravoltas, confissões amorosas dramáticas, deuses super poderosos se matando, nada disso. O estilo dessa série está mais para ARIA e sketchbook ~full colors~ do que para qualquer outro. A idéia aqui é relaxar e não se preocupar com nada. A ação é quase inexistente e mesmo os momentos de comédia são bem dosados, com piadas mais indiretas do que diretas. Sendo assim, Kamichu! certamente não é um título para qualquer um.
E de fato, não é estranho ouvir o comentário de diversas pessoas desaprovando essa série por causa do clima parado e de "cidade do interior" (coincidentemente essa série é totalmente desconhecida no Brasil, lar dos animes de porrada). No entanto, Kamichu! tem um enorme valor como animação. O título consegue resgatar a magia das séries do Studio Ghibli, fazendo um perfeito trabalho de conversão para o gênero slice of life. Talvez o próprio criador e o diretor dessa série tenha se baseado no trabalho do gênio Hayao Miyazaki.
Considerações a parte, tecnicamente esse título está impecável. Deuses e humanos frequentemente dividem lado a lado os quadros de animação. E considerando que não serão pouco os seres divinos, o trabalho do Brains Base em manter o cenário sempre agitado e animado é digno de elogios. A animação agrada mais pela sua naturalidade do que por efeitos cinematográficos. Mesmo sem eles, a parte boa é que a qualidade da animação é constante, sem grandes quedas (diferente de Macross Frontier). O traço dos personagens com cores mais leves e os cenários que misturam um pouco de CG com pinturas feitas a mão conferem o clima certo para uma série tranquila e descompromissada como Kamichu!. E isso sem falar na criatividade dos produtores, que embora tenham usado como cenário de fundo a cidade de Onomichi (localizada em Hiroshima) tiveram competência na hora de fazer o character design dos diversos deuses e principalmente do mundo deles. Quanto aos personagens em si, nada de realmente surpreendente, Miko e Yurie tem traços voltados ao "moe" e ao "loli". No entanto, o fanservice aqui é bem moderado e nem envolvem as duas personagens (mas sim Mitsue e numa única cena).
Outro destaque na parte técnica é a trilha sonora. Extremamente agradável, em parte por ter sido composta com instrumentos mais leves, como o piano, por exemplo. Mas também pelo fato de acompanhar bem o desenvolvimento do anime, sendo colocada nos momentos certos e ainda contando com um bom número de faixas variadas e de qualidade. Obviamente uma ou outra se repete entre os episódios, contudo, numa frequênica menor quando comparado a outros títulos com a mesma duração e com bem mais faixas.
E se tecnicamente Kamichu! compensa e agrada o espectador, o destaque ainda assim é o seu enredo. Dentro do gênero slice of life, essa série é uma das maiores e mais belas produções. O humor dos personagens carrega um ar um tanto quanto inocente (em especial da mãe de Yurie), mas se encaixam bem com as piadas, em especial aquelas envolvendo os deuses. A briga entre os gatos, a nota de cinco mil ienes, a "dupla" personalidade do gato da Yurie, entre outros demonstram bem o que acabei de dizer. E além das piadas, esse clima mais simplório está presente nas próprias histórias, como a da alienígena que quer voltar a Marte e a do encouraçado Yamato que sente vergonha de retornar para as águas de Hiroshima. Ambos os casos são contados de uma maneira ingênua, porém carregam idéias e pensamentos que muitas vezes são esquecidos por nós mesmos diante de toda complexidade dos dias atuais. Em certos episódios, como naquele na qual Yurie é transferida para outra escola é até possível sentir um pouco de melancolia. As cenas em si não foram produzidas para serem fortes, mas constantemente remetem a algum tipo de sentimento, seja de nostalgia, tristeza, felicidade, satisfação, tranquilidade e etc.
Aliás, toda e qualquer história dessa série carrega um ar moralista e tipicamente presente nos slice of life. Mas o melhor mesmo é ver que o título passa todas essas idéias se utilizando apenas de técnicas sutis, sem forçar a barra. Por isso Kamichu! acaba sendo também um título não somente recomendado às crianças, mas aos próprios adultos, que provavelmente irão entender e gostar melhor de certos detalhes. Não por menos, muitos deles são um tanto quanto implícitos. É como um conto de fadas ocidental, porém com uma linguagem mais indireta, típica da cultura e do pensamento japonês. Sendo assim, talvez Kamichu! seja melhor classificado como um conto para adultos. Certas situações somente a "voz da experiência" poderá compreender.
Para terminar não posso deixar de comentar algo sobre os personagens. Embora de certa forma a personalidade de Yurie, Miko e um pouco de Mitsue inicialmente sejam clichês, a série cobre bem essa deficiência. As situações na qual o elenco secundário faz os primários se envolverem enriquecem a trama. A maioria deles tem um jeito próprio de ser e agir que raramente existem em outros animes. Temos o deus roqueiro Yashima-sama, a "capitalista" Matsuri, o gato aparentemente meigo Tama (pelo menos enquanto fica de boca fechada), o pobre deus ou o deus pobre Bin-chan (que dividi o mesmo corpo com Tama), o carismático trio de felicidade, entre outros. Esse enriquecimento pode ser notado na relação entre Yashima/Mitsue, Bin-chan e Tama/Yurie e Miko/Yashima. E isso tudo sem mencionar os outros deuses que aparecem algumas ou uma única vez e estão sempre lá para melhorar e animar o cenário. read more
1 of 4 people found this review helpful
| Overall |
8 |
| Story |
8 |
| Animation |
8 |
| Sound |
8 |
| Character |
9 |
| Enjoyment |
8 |
Iriya no Sora, UFO no Natsu pertence a uma classe de animes com enredo complicado, mas de grande valor. Um ponto a ser destacado é o nome enganoso do título, afinal quem geralmente o ouve, automaticamente associa ele com OVNIs. De certa forma, essa série guarda referências ao assunto, mas de uma maneira bem sutil e nada próxima aos clássicos filmes do gênero. Não existe uma única aparição sequer de alienígenas, fazendo-os servir apenas de pano de fundo para o drama e romance de Kana e Asaba. Caso espere uma guerra de proporções gigantescas entre a Terra e Marte, ou qualquer coisa parecida, passe longe desse título.
De realmente extraterrestre, temos apenas a presença do Black Manta, nave pilotada por Iriya, que aparece somente em alguns momentos do anime e no vídeo de abertura onde ela enfrenta alguns inimigos. Repetindo: essa série tem como foco, o desenvolvimento da relação amorosa entre Kana e Asaba, bem como, o comportamento e as ações de todas as pessoas ligadas ao casal. Do lado de Kana, temos Enomoto e Mayumi Shiina. O primeiro seria uma espécie de instrutor (chamado de irmão no anime), que ao longo da série mostra-se uma pessoa bastante arrependida da sua própria vida, mesmo aparentando ser alguém calmo e brincalhão. A outra personagem é Mayumi Shiina, uma médica que misteriosamente foi transferida para a escola de Asaba, no mesmo momento que Kana, no mínimo, suspeito.
Do lado do garoto, temos a sua colega de classe Akiho, o líder do clube de jornalismo Suizenji e a sua irmã Yuuko. Com exceção dos conhecidos de Asaba, o resto do elenco tem um desenvolvimento muito bom ao longo do anime. As ações de cada um, sobretudo, Enomoto e Shiina, são extremamente coerentes com o enredo. Eles agem de uma forma lógica, adulta, mas ao mesmo tempo melancólica e com certo arrependimento. Descubra o porquê ao longo de Iriya no Sora, UFO no Natsu.
A história de vida deles está entre um dos maiores destaques do título. Já Asaba e Iriya vivem um drama difícil de ser resolvido, resumirei isso apenas usando a pergunta feita no começo do tópico de resumo, afinal já disse mais do que o suficiente em relação a esse ponto e praticamente a graça do anime está centrada nele, então assistam e pensem por conta própria. Em relação a esses quatro primeiros personagens citados, fica bem claro que em determinados momentos eles parecem ter mudanças bruscas de atitude. Nessa parte, vale fazer uma ressalva. Diferente de alguns muitos animes, na qual o elenco todo sempre tem os mesmos pensamentos e idéias durante a série inteira, Iriya, Asaba, Enomoto e Shiina, mesmo tendo as suas próprias crenças e pensamentos, também acabam agindo de acordo com a situação. Não estranhe ver Asaba feliz ao lado de Kana num certo momento, e bravo em outro.
Os personagens do anime pensam de um forma próxima ao real, tomando atitudes de acordo com os acontecimentos. Às vezes um detalhe ou outro acaba os irritando, e de um "cachorrinho" inocente, eles instantaneamente viram um "lobo" selvagem pronto para a briga. Quanto ao elenco secundário (desconsiderando outros personagens sem qualquer importância), temos o trio de conhecidos de Asaba. No geral, a maior participação deles está centrada nos episódios 2 e 3 e 4, já que fora isso, eles, ou não aparecem, ou tem pouca presença. O trio serve mais como um fator comédia ao título, que se por um lado teve bons momentos no episódio 3 e 4, acabou sendo um pouco forçado no capítulo 2, embora, de uma maneira geral, esteja num ótimo nível.
Quanto a parte técnica, destaco o trabalho do Toei nos traços e nas animações. Obviamente, quando digo isso, levo em consideração as obras mais recentes do estúdio, como Air, Kanon e Clannad. Em Iriya no Sora não temos personagens com visual extremamente infantil, luzes em excesso e nem traços de má qualidade quando comparados a obra original, a exemplo dos títulos citados anteriormente. Considerando o character design usado por Eeji Komatsu, na Light Novel, aí sim podemos criticar o visual do anime, que mesmo estando excelente, ainda deve para a beleza do original. Quanto às animações, a maior parte de Iriya no Sora flui de forma consistente, porém com poucas surpresas.
A animação é simplória, até pelo fato do próprio título não apresentar nada que necessite de um cuidado especial. Talvez se tivesse mais cenas de batalha, esse fator poderia ser algo de mais destaque. Contudo, ainda assim temos bons momentos a serem citados no decorrer dos seis episódios. A dança folclórica e o trabalho de fotografia no capítulo 3; a queda de um dos Black Mantas e a cena seguinte a isso, no episódio 2; o desencontro de Iriya e Asaba no capítulo 5; a fraqueza apresentada por Iriya no quarto episódio (uma das cenas mais surpreendentes do anime), entre alguns outros momentos, foram bem reproduzidos pelo estúdio. Pelo menos, uma cena de excelente qualidade aparece a cada capítulo.
A trilha sonora se encaixa bem com o anime, vindo nos momentos certos e com o ritmo certo. Não são melodias para ficar na cabeça, mas que a menos conferem a ambientação necessária na maior parte das cenas, sejam de comédia ou de drama. As melodias mais agitadas, tocadas nos momentos de comédia, ajudam a quebrar um pouco do clima pesado dessa série, o que pode ser bom ou ruim dependendo do ponto de vista, já que Iriya no Sora não é um título para qualquer um. Quando digo isso, não estou me referindo à violência ou sexo, mas ao enredo chocante e melancólico psicologicamente, aos moldes de Saikano (com a única diferença de ser bem menos melodramático).
Destaque especial para os temas de encerramento e abertura, ambas interpretadas por Imai Chihiro. O ritmo melancólico da melodia e o seu próprio significado representam bem o que o telespectador pode esperar desse título e sintetizam numa canção, a própria história e pensamento da personagem Iriya, a exemplo do que Colorless Wind é para Shihou Matsuri do anime sola. read more
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